A influência das taxas de juros no crédito

A influência das taxas de juros no crédito

Data de publicação: 31/10/2012

A diminuição das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras é algo significativo e de grande relevância para o crescimento econômico do Brasil. Com a redução das taxas, existe a disponibilidade de novos recursos para consumo perante um público ávido por ofertas de crédito. A explicação para essa realidade pode ser definida através da opinião do professor de Economia da FGV/IBS, Mauro Rochlin. “A taxa de juros define um dado nível de consumo e de investimento. Quanto maior é a taxa de juros, menor tende a ser o consumo e o investimento. Isto porque a venda a crédito fica mais cara diante de uma taxa de juros maior e isso desestimula o consumo. E o consumo é uma variável fundamental na economia em termos de crescimento econômico. Quanto mais a população consome, mais o País cresce”, enfatiza.

 

O professor reforça o seu comentário, analisando o reflexo da queda dos juros nos índices de investimento das empresas. “Com relação ao investimento se aplica o mesmo raciocínio, se a taxa de juros cai, o índice de investimento produtivo aumenta. Então, as empresas investem mais e aumentam a sua capacidade de produção. A empresa aumenta a capacidade de investimento quando os juros são menores. Porque fica mais barato para a empresa financiar esse aumento de investimento. Em resumo, com taxas de juros menores, se aumenta o consumo, o investimento e, consequentemente, o crescimento da economia”, aponta.

 

Os motivos que levam a essa baixa nas taxas cobradas pelas instituições financeiras podem ser diversos, mas passam, principalmente, pela mudança recente no panorama econômico brasileiro e por medidas governamentais de estímulo a essa situação, como explica Mauro Rochlin. “Aconteceram algumas coisas que explicam essa queda. Primeiro o fato de termos uma inflação um pouco mais baixa no Brasil recentemente. Apesar dela não ser próxima a zero, ao longo desse ano a inflação vem caindo em relação ao ano passado. Então, isso permitiu ao governo reduzir essa taxa básica de juros, conhecida como SELIC. Em segundo lugar, a perspectiva de crescimento econômico era muito ruim. Ao longo desse ano, a perspectiva se mostrou bastante medíocre. (...)

 

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