Clima econômico na América Latina é o pior desde 2009, aponta IBRE

Clima econômico na América Latina é o pior desde 2009, aponta IBRE

Data de publicação: 13/08/2014

Publicado originalmente no FGV Notícias

 

Segundo o IBRE, a queda de 7% do ICE da América Latina não pode ser explicada pela piora no cenário internacional.

 

O indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) – elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) e Instituto alemão Ifo tendo como fonte de dados a Ifo World Economic Survey (WES) – recuou de 90 para 84 pontos entre abril e julho deste ano, atingindo o menor nível desde julho de 2009, quando registrou 80 pontos. A queda na margem foi influenciada principalmente pela evolução do Índice da Situação Atual (ISA) que, no mesmo período, caiu de 82 para 72 pontos – o menor nível desde outubro de 2009 –, enquanto o Índice de Expectativas (IE) ficou relativamente estável, ao passar de 98 para 96 pontos. Pelo segundo trimestre consecutivo, os três indicadores síntese da pesquisa ficaram na zona desfavorável do clima econômico.

 

Segundo o IBRE, a queda de 7% do ICE da América Latina não pode ser explicada pela piora no cenário internacional: o ICE agregado mundial avançou 3% entre abril e julho, influenciado por melhores avaliações em relação às economias dos Estados Unidos e da Ásia. Na União Europeia o ICE recuou em julho, embora se mantenha na zona favorável do ciclo.

 

Por outro lado, o IBRE também ressalta que o clima favorável do mundo deve ser interpretado com cautela. Um quesito especial incluído na Sondagem do Instituto Ifo em julho mostrou que 70% dos especialistas consultados avaliam que o acirramento recente dos problemas na Ucrânia impõe um risco considerável de elevação do preço de energia no futuro próximo, com potenciais efeitos negativos sobre o clima econômico.

 

Na América Latina, contudo, os especialistas entrevistados não avaliaram este ponto como um fator adicional de risco. Logo, a piora do ICE na região latina é decorrente de problemas domésticos. Para saber mais, clique aqui.