Análise - Coalização de governos petistas

Análise - Coalização de governos petistas

Data de publicação: 14/01/2015

Sobre as atuais alianças políticas, Carlos Pereira prevê que a vulnerabilidade do governo com os aliados vai aumentar e, consequentemente, o preço do apoio – principalmente do PMDB – aumentará muito.

 

 

Cientista político e professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV/EBAPE), Carlos Pereira avalia que o Partido dos Trabalhadores não sabe dividir o poder com os aliados e que, por este motivo, os escândalos se sucedem em seus governos.

 

Sobre as atuais alianças políticas, Pereira prevê que a vulnerabilidade do governo com os aliados vai aumentar e, consequentemente, o preço do apoio – principalmente do PMDB – aumentará muito. “O PT, tradicionalmente, desde quando Lula assumiu a Presidência, preferiu construir coalizões com número grande de parceiros, muito heterogêneos. Eles não têm uma plataforma comum de ação. É difícil coordenar uma coalizão dessas”, afirma Pereira. Para o professor, “o governo Dilma continuou com uma coalizão grande demais, heterogênea e monopolista. Isso gera tensões e animosidades internas. Aí o governo tem de encontrar outros mecanismos de recompensa para esses parceiros”.

 

O professor desenvolveu um índice para calcular os custos que o governo tem com seus aliados. Ele argumenta que, quanto maior o número de parceiros, quanto mais heterogêneos eles forem e quanto menos poder é compartilhado, maior é o custo de governar.

 

Publicado no FGV Notícias