Oscilação do dólar e as viagens internacionais

Oscilação do dólar e as viagens internacionais

Data de publicação: 19/01/2015

Todos sabemos que o dólar vem sofrendo muitas oscilações. Em junho do ano passado, a moeda americana estava cotada a R$ 2,19. Em pouco mais de sete meses, após quedas seguidas, o dólar fechou a semana que passou em R$ 2,66. Impossível, assim, prever a cotação da moeda. Será que vai cair para R$ 2,30 ou pode bater R$ 2,80?

 

Essa oscilação, além de prejudicial para a economia do Brasil, pode afetar diretamente os consumidores que pretendem viajar para fora do país. Fica a dúvida: comprar agora ou ficar à espera de que a cotação possa cair, como se demonstrou nas últimas duas cotações até a última alta desta semana?

 

"Infelizmente, todos os dias observamos o viajante pagando mais caro por não pesquisar a melhor cotação", explica Andrea Carvalho, gerente de câmbio turismo. Segundo ela, essa dúvida atinge nove em cada dez pessoas que querem fazer uma viagem internacional.

 

Pensando nisso, seguem algumas boas dicas para quem quer viajar e precisará comprar dólar:

 

1 - Planejamento: projetar quanto gastará em média por dia e no total na sua viagem, colocando um teto para gastos excedentes;

 

2 - Buscar um bom preço médio para a compra da moeda (em espécie ou cartão pré-pago). Para isso, a dica é comprar aos poucos;

 

3 - Evitar o uso do cartão de crédito convencional devido à oscilação do mercado. Para tanto, recomendamos o uso do cartão de crédito pré-pago, pois além de trazer conforto e segurança contra roubos ele possui taxas melhores que as do cartão de crédito convencional;

 

4 - Compare preços entre as instituições. A diferença entre elas pode chegar a até 5%;

 

5 - Evitar lidar e transitar com altos valores em espécie, por conta de roubos e furtos;

 

6 - Fique atento às regras da Receita Federal: valores equivalentes a R$ 10 mil em moeda estrangeira sempre devem ser declarados;

 

7 - No retorno, se a próxima viagem for após seis meses, indicamos vender os créditos no cartão pré-pago para a instituição onde foi adquirido, evitando assim as tarifas de manutenção cobradas pelas administradoras. Caso tenha viagem agendada em período inferior a seis meses, guarde os créditos do cartão para uso nessa próxima viagem.

 

Boa viagem!

 

Post em parceria com Adriana Matiuzo

 

Samy Dana possui Ph.D em Business, doutorado em administração, mestrado e bacharelado em economia. Atualmente é professor na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, criador e coordenador de do Núcleo de Cultura, Criatividade e Comportamento - GVcult. É consultor de empresas nacionais e internacionais dos setores real e financeiro e de órgãos governamentais. Dana é autor dos livros "10x Sem Juros" (Saraiva), em coautoria com Marcos Cordeiro Pires, "Como Passar de Devedor Para Investidor" (Cengage), em coautoria com Fabio Sousa e "Estatística Aplicada" (Saraiva), em coautoria com Abraham Laredo Sicsú. 

 

Publicada na Folha Online