Autoavaliação é chave para crescimento na profissão.

Autoavaliação é chave para crescimento na profissão.

Data de publicação: 10/02/2015

Quando uma empresa ou um setor atravessa um período de crise — como o que se anuncia para este ano, com uma projeção de tímido crescimento econômico e poucas contratações —, o primeiro pensamento que vem à mente de um funcionário é: “o que estou fazendo com a minha carreira?”. A pergunta que pode abalar a estrutura emocional é fundamental durante o processo da autoavaliação, alertam especialistas ouvidos na última reportagem da série do EXTRA sobre como manter seu emprego. Mais do que garantir seu posto de trabalho, avaliar o próprio desempenho ajuda a aparar as arestas do rumo da carreira, diz Anna Cherubina, consultora em Gestão e Estratégia de Pessoas da Fundação Getulio Vargas (FGV).


Segundo a especialista, a autoavaliação também faz o trabalhador chegar a cargos de liderança. Ao longo do caminho profissional, Anna também se questionou sobre sua carreira:

— Não existe um momento-chave. A autoavaliação pode ser feita a qualquer momento. E pode ser estimulada por uma reclamação de um chefe, uma promoção inesperada na equipe, um movimento de demissões na empresa. O funcionário precisa sempre se lembrar de que tudo faz parte do mercado e pode ajudá-lo a se projetar e encontrar novos rumos.

 

A rota certeira, avalia Dony De Nuccio, autor do livro “Sua carreira” (Casa da Palavra), pode ser encontrada após o trabalhador refletir sobre os seguintes pontos: ainda está longe daquele cargo, salário ou empresa que almeja? O que pode mudar em sua rotina, em seu trabalho para melhorar seu desempenho? Seu perfil ainda é adequado para a empresa onde está? Para obter resultados, De Nuccio diz que é preciso ser crítico:

— Não seja generoso demais consigo mesmo na autoavaliação. Seja crítico, chato, vá ao detalhe. Se outros colegas andaram mais rapidamente do que você, é preciso entender que fatores levaram a isso, e como melhorar seu desempenho.

 

Faça o teste e se autoavalie*

 

Quando se prepara para a semana de trabalho:

 

a) Você fica animado ao lembrar das atividades.

b) Fica cansado só de imaginar as situações chatas.

c) Não dorme bem porque terá que encarar a segunda-feira.

 

Seu chefe pediu para você fazer algo novo:

 

a) Você procura entender a necessidade da tarefa e encara o desafio.

b) Você não se sente empolgado para realizá-la.

c) Você sente que seu chefe está de marcação com você.

 

Um colega acaba de ser promovido a chefe:

 

a) Você fica feliz por ele e entende que ainda precisa desenvolver habilidades.

b) Fica chateado por não ter sido considerado.

c) Não concorda e pensa em pedir demissão do emprego.

 

Seu chefe acaba de lhe dar um feedback ruim:

 

a) Você respira fundo e reflete sobre o que ouviu.

b) Fica chateado, mas tenta tirar proveito da conversa que tiveram.

c) Ele nunca gostou de você nem de seu trabalho. Está na hora de se mexer e procurar outra coisa.

 

Seu chefe o convida para assumir uma coordenação. Você:

 

a) Pergunta para você mesmo se quer ser chefe de alguém e se quer essa responsabilidade.

b) Demonstra que ficou feliz, mas, antes de aceitar, pergunta quais serão suas novas tarefas.

c) Aceita de imediato o desafio, porque ninguém diz não para um cargo e um salário maiores.

 

Maioria A:

 

Parabéns! Você demonstra bastante maturidade profissional. Entende que a responsabilidade pelo sucesso na sua carreira é sua e não somente da empresa.

 

Maioria B:

 

Você já entende que seu sucesso depende mais de você do que de qualquer um. Porém, em alguns momentos, demonstra não estar satisfeito. Analise se isso tem a ver com a empresa ou com o que faz.

 

Maioria C:

 

Algo em sua vida profissional te incomoda mais do que imagina. Faça uma análise caprichada. O problema é a relação com o chefe? É o tipo de atividade? É a falta de reconhecimento? Agora é hora de refletir.

 

*Teste desenvolvido pelo Grupo DMRH exclusivamente para o Jornal EXTRA. Publicado no O Globo