Aumenta presença feminina em educação executiva

Aumenta presença feminina em educação executiva

Data de publicação: 13/03/2015

Alinhada às estatísticas que comprovam a ascensão, ainda que gradativa, das mulheres no mercado de trabalho, a IBE-FGV possui dados que também revelam uma maior participação delas nas salas de aula.

 

Em 2014, quatro cursos de curta duração, dentre os nove oferecidos pela escola de negócios, registraram uma maior procura pelo público feminino em Americana, Campinas, Limeira e Piracicaba. Na preferência das mulheres estão os cursos com temáticas ligadas à liderança e comunicação.

 

O maior interesse foi registrado no curso de Planejamento e Gestão Estratégica, com 75% de participação do público feminino. Em segundo lugar, Estratégica de Comunicação e Marketing teve 69,23% de alunas. Já em Desenvolvimento Gerencial, 64,28% das cadeiras foram ocupadas por mulheres e, mesmo em 4º lugar da lista, mais da metade da turma de Liderança Centrada no Coaching, com 52,94% das vagas, foi destinada a elas. Entre as cidades, Campinas aparece como a preferida das mulheres, com 51% de alunas.

 

A última pesquisa realizada pela própria FGV sobre as mulheres no mercado, divulgada no ano passado, mostra que a proporção de mulheres em cargos executivos de companhias instaladas no Brasil é de apenas 8%. Apesar do avanço nos últimos anos, ocasionado principalmente pelo sucesso de algumas líderes em cargos de alto escalão, nos últimos 15 anos esse percentual praticamente não mudou.

 

Para a especialista em Desenvolvimento Organizacional e professora da IBE-FGV, Rita Ritz, o alto interesse por especialização é porque elas precisam provar no dia a dia que podem competir por cargos de chefia, ainda que em organizações na sua maioria machistas. "O preconceito ainda é enorme e, muitas vezes, parte das próprias mulheres. É uma questão cultural e mudar uma cultura, seja ela qual for, demanda tempo", explica.

 

Segundo ela, em alguns países europeus, as empresas e o governo propiciam condições de trabalho adequadas, partindo do pressuposto que ambos, homens e mulheres têm compromissos e outras demandas além do trabalho. "Nossas empresas não têm este ''olhar'' e não facilitam o acesso da mulher, a cargos de gestão, por várias razões", diz.

 

Na tendência de especialização da mão de obra feminina e crescimento da participação no mercado de trabalho, a IBE-FGV também registra grande procura de mulheres em posição de chefia que desejam postos ainda mais altos, e matriculam-se no MBA. Os que mais bem se encaixam no perfil são: Desenvolvimento Humano de Gestores, Gestão de Pessoas com Ênfase em Estratégias, Gestão Empresarial, Marketing e Gestão Comercial.

 

Publicada no DCI ONLINE - SP